
FOTO: Carlos Fernandes
Diz o poeta dos heterónimos que «a morte é a curva da estrada», assinando por baixo com o nome de todos os dias. Se morrer é apenas «não ser visto» e viver é escutar a passada de quem se foi, a memória é o repositório vivo daqueles que amamos, estejam ou não presentes. Neste percurso com termo certo que nos foi dado realizar, avancemos sem receio, que aqueles a quem damos a mão continuarão a acenar-nos para lá da bruma.
como uma toada
corre a voz no teu poema
deixo-te um abraço
e além da curva da estrada
oiço o eco do teu passo

























