FOTO: Carlos Fernandes
Tanto que andaste, senta-te nessa pedra e recobra o alento. Escuta o silêncio, que até as aves se calaram por um momento. Apenas um leve rumor quebra o sossego do vale dormente. Ouves, naquela voz sussurrante, o cântico cristalino e fresco da água corrente? Serão as ninfas do rio que acordam nas profundezas da grota? Ou o pranto da montanha de cujo seio a corrente brota? Ou é simplesmente a Terra que respira de mansinho… Mesmo que o não saibas, já valeu a pena. Ganhaste um novo fôlego, podes continuar o caminho.
à beira do rio -
o viandante repousa
da longa jornada
o silêncio traz-lhe o alento
p’ra seguir a caminhada




























