o poeta perguntou ao grilo
onde arranjava ele
tanta energia
tanta inspiração
e o grilo pediu-lhe
que olhasse em volta
e visse
sob o oiro do sol
a amena curva dos montes
e o alegre saltitar dos rios
e riachos
sobre o rumor das árvores
o voo travesso dos pássaros
e o suave deslizar
das nuvens
entre as flores dos prados
a azáfama das abelhas
e a indecisa dança
das borboletas
e disse
- agora repara
como é tudo tão belo
tão precioso
e eu só tenho
para os cantar
o tempo de um Verão
Sem comentários:
Enviar um comentário