
FOTO: Carlos Fernandes
Pernas, para que vos quero? Para dar asas ao medo? Para sacudir o jugo dos tiranos e dos importunos? Para me conduzirdes, sem delongas, pelos trilhos deste mundo? Ou, simplesmente, para entrecruzar com outras pernas, na elementar consumação do descanso? …
repousam as pernas -
os caprichos da fortuna
numa inércia breve
enganosa indolência
de uma vida andarilha