Da tradição poética oriental recolhi as influências, necessariamente contaminadas pelo contexto cultural que me rodeia. E assim se desfia este «diário poético», feito com as miudezas do dia a dia. [Esta página é redigida em total desprezo pelo actual (des)acordo ortográfico]
Aqui estamos de novo, suspensos, à cata de um pouco de calor. Se é a água que nos asseia, é o sol que nos dá de novo luz e cor. Aqui estamos, embalados pela brisa, numa dança lenta, como se nada de melhor houvesse que estar preguiçosamente a ouvir o silêncio da tarde. Como os velhos, lá em baixo, no banco coçado da praça, a emprenhar o futuro com as memórias do passado.
roupa a secar - passa a brisa no varal e fá-la dançar